domingo, 5 de abril de 2015

MARÇO SE VAI... MAS CONTINUAMOS NA MESMA


Bom, vai-se o mês de março e, infelizmente, as últimas notícias não são o que podemos dizer de bom encerramento do mês. Nas duas últimas semanas, não foram as águas de março que fecharam o verão e sim mais situações que nos levam a reflexão de que precisamos ainda amadurecer e nos preparar mais e mais para as dificuldades que nossos líderes e esse mundo nos apresentam.
Temos aí por exemplo a dengue, que apesar de ser uma doença com quase 30 anos de evidência, ainda nos faz sofrer terrivelmente a cada verão, mas pior do que isso, esse ano bateu todos os recordes de casos, principalmente em SP. Porém o que mais impressionou foi o Ministério da Saúde ter bancado uma reunião Macrorregional Sul, Sudeste e Centro-oeste, no fim do verão! Após a dengue superar os outros anos e devastar nossa população com um aumento absurdo de casos, eles resolvem se reunir para discutir o tema. Não foi um pouco tarde?
Pegando carona nesse mesmo assunto, essa reunião também mostra outro destempero dos políticos. O encontro aconteceu em um hotel classe A do Rio de Janeiro, em uma das áreas mais caras do Brasil. Como podemos entender uma situação como essa, já que estamos no meio de lançamentos de pacotes de corte de gastos públicos, fora o processo desgastante para a aprovação da impactante política de adequação de economia de nossa Presidente? Não é no mínimo uma imprudência? É óbvio que havia um auditório mais simples e com os recursos necessários para o evento. Mais uma vez nossa classe política perdeu uma grande oportunidade de dar um bom exemplo frente a atual situação do país.
Outro assunto que continua em evidência, e espero que demore o tempo necessário para punir todos os culpados, é a operação Lava Jato. Agora tivemos declarações mais do que óbvias, porém em boa hora, do ex-diretor da PETROBRÁS Paulo Roberto Costa, o qual diz que doação eleitoral oficial é a maior “balela” que existe no país, se referindo as doações feitas pelas empreiteiras a campanhas de diversos políticos brasileiros. Ou seja, de doação não tem nada. É como se fosse um empréstimo, onde o candidato recebe e depois tem que dar um jeito de retribuir o “favor”. E aí temos mais uma vez oposição e situação agraciados com milhões de reais para suas campanhas. Dá pra acreditar que mudanças de vertentes políticas realmente trarão mudanças para nossa sociedade? Fica claro que é pouco provável, pois os interesses atendidos são os das grandes empresas sempre.
Pra fecharmos nosso balanço, o que vemos hoje no cenário nacional, é uma lamentável consequência das investigações de corrupção envolvendo empreiteiras e governo. Diversas obras públicas de grande porte (Transposição do São Francisco, Rodoanel SP, etc.), estão sendo paralisadas por conta das dificuldades financeiras que as empresas envolvidas nos escândalos de corrupção da PETROBRÁS estão passando. Dificuldades de crédito, por conta no “nome sujo na praça” e suspensão de pagamentos, geram inadimplência a fornecedores e milhares de demissões. Infelizmente, com isso, vemos o quanto a corrupção está enraizada no estado brasileiro. De um modo que lamentavelmente chegamos a conclusão que, para o país “rodar”, tem que ter dinheiro de caixa 2 ou passado por debaixo dos “panos”. E não se iludam, pois sempre foi assim! Desde a ditadura militar, até os primeiros passos da redemocratização do Brasil há 30 anos. Já morria gente por falta de atendimento em hospitais, professores faziam greve todos os anos por conta de seu salário pífio, a segurança pública era péssima (eu fui assaltado aos 13 anos, em 1985 em um dia de sol, por volta de 14:00, indo para a escola), o transporte público dava medo (tínhamos a sensação que se encostássemos em algumas partes dos ônibus pegaríamos tétano) e críticas severas a presidentes (eu fui a algumas passeatas do “fora Sarney”). Em paralelo, a corrupção, como sempre, correndo solta. Desde essa época já se falava em bandalheira na PETROBRÁS, IPEM, INPS (atual INSS). Nada diferente de hoje em dia, até porque, muitas “caras” daquele período ainda se encontram no meio de nossos deputados e senadores. É meus caros camaradas, a única diferença, é que a falta de ética e moral hoje, está apenas mais organizada do que antes. A verdade, é que esse estigma de perversão política, sempre nos assombrou... e a verdade prevalece!

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